O que é FPSO e como esse navio-plataforma transforma o petróleo do pré-sal em energia para o Brasil
Saiba tudo sobre o navio-plataforma FPSO e como a tecnologia transforma o petróleo do pré-sal em energia para o Brasil.
FPSO Anita Garibaldi na Bacia de Santos. Fonte: Agência de Notícias
No meio do oceano, a quilômetros de distância da costa, existe uma estrutura fundamental que está por trás de cada barril de petróleo produzido no pré-sal. Flutuando pelo mar, a plataforma FPSO produz, armazena e transfere petróleo 24 horas sem precisar de oleodutos.
Somos os maiores operadores de FPSOs do mundo e foi essa tecnologia que nos permitiu desbloquear o pré-sal — um dos maiores reservatórios de petróleo já descobertos.
Você já se perguntou como o petróleo lá do fundo do oceano chega até a superfície? Aqui você vai entender o que é um FPSO, como a plataforma funciona e por que ele é central para a nossa operação.
O que é um FPSO?
FPSO é a sigla em inglês para Floating Production Storage and Offloading. Traduzindo o nome, já é possível entender qual é a finalidade desse tipo de navio: o FPSO é um navio-plataforma gigante usado na indústria petrolífera para extrair, produzir, armazenar e transferir petróleo e gás.
Por não exigirem a instalação de infraestrutura de oleodutos e terem a capacidade de armazenar petróleo, os FPSOs se tornaram a alternativa mais eficiente para transformar o mercado de óleo no mundo inteiro.
Conheça mais sobre a estrutura de uma unidade flutuante de armazenamento e transferência!
Como funcionam a produção e o armazenamento de petróleo e gás em um FPSO?
Da produção à transferência do petróleo e do gás natural, o navio FPSO cumpre um papel importante na nossa jornada da energia. Inicialmente, é instalada uma planta de processo no convés da plataforma para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços.
O petróleo produzido é, então, armazenado nos tanques do próprio navio FPSO. Depois de um certo tempo, esse petróleo é transferido para um navio aliviador, que faz o transporte dele para um terminal terrestre. Já o gás comprimido é enviado para a terra por meio de gasodutos e/ou é reinjetado no reservatório.
Mas isso é um resumo de tudo o que acontece por lá, claro. Quer saber um pouco mais sobre o nosso dia a dia em uma unidade flutuante? Embarque com a gente!
Quer aprofundar ainda mais nesse assunto? Veja o que acontece quando um sistema de produção chega ao fim e como ocorre o descomissionamento da produção de óleo e gás offshore.
Qual foi a primeira plataforma FPSO da Petrobras?
O nome FPSO só foi oficializado em 1992, mas essas plataformas flutuantes já faziam parte da nossa trajetória muito antes disso, ainda na década de 1980. Para falar a verdade, o nosso primeiro FPSO, a plataforma PP-Moraes, foi adaptado para produzir, armazenar e transferir petróleo no final da década de 1970.
Mas foi somente no começo dos anos 1980 que suas operações foram iniciadas, no campo de Garoupa, na Bacia de Campos. Depois de produzir também nos campos de Albacora e Barracuda, na década de 1990, o PP-Moraes foi renomeado para P-34, tendo sido a primeira plataforma de petróleo do mundo a produzir na camada do pré-sal, em 2008!
💡 Leia também: Pré-sal: 15 anos de uma conquista que fez história!
Como nossos FPSOs viabilizam uma transição energética justa?
Somos a maior operadora de FPSOs da indústria mundial e detemos a maior expertise nesse segmento. E nossa operação não está apenas entre as mais eficientes do mundo, mas também é uma das mais sustentáveis. Afinal, nossas plataformas FPSO são usadas para explorar e produzir o petróleo do pré-sal, que emite até 70% menos CO₂ equivalente por barril do que a média mundial!
As unidades são equipadas com tecnologias inovadoras, que reduzem ainda mais as emissões de carbono. Entre elas está o HISEP® (High Pressure Separator), nosso método pioneiro que separa petróleo e CO₂ diretamente no fundo do mar e não na plataforma.
Nos campos de extração de petróleo e gás do pré-sal, 23 das nossas FPSOs também contam com tecnologia CCUS-EOR — que captura o gás carbônico e reinjeta 45% no reservatório, em vez de liberá-lo na atmosfera. O resultado é uma intensidade de carbono de 10kg de CO₂ por barril, abaixo da média global e dentro do 1º quartil mundial de eficiência, segundo a International Association of Oil and Gas Producers (IOGP).
Todas essas inovações em nossas plataformas FPSO contribuíram para o marco histórico de 80 milhões de toneladas de CO₂ reinjetadas no pré-sal, alcançado em 2025. Nosso compromisso é continuar desenvolvendo meios para a transição energética justa e sustentável, com segurança energética para todos. Confira mais sobre esses marcos e planos em nosso Caderno de Mudança do Clima e Transição Energética 2025.
Continue nessa jornada e descubra como estamos transformando nossa energia rumo à descarbonização sem perder a eficiência operacional.
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