Aves Migratórias: por que precisamos preservar a mudança?
Por que as aves migratórias são tão importantes? Descubra as iniciativas da Petrobras na proteção de espécies ameaçadas.
Você acha que viajar milhares de quilômetros em busca de sol, mar e descanso é um sonho para nós humanos? Para muitas aves migratórias, fazer isso todos os anos não têm nada a ver com lazer. É questão de sobrevivência.
E essa jornada, que a gente quase nunca vê acontecendo, é mais importante do que você imagina para o equilíbrio de vários ecossistemas aqui do nosso país, sabia?
Preparado para ver essa rota de aves migratórias com a nossa energia? Vem com a gente!
Por que precisamos falar e conservar as aves migratórias?
O Brasil é um país conhecido por sua biodiversidade, abrigando diversos biomas e mais de 13% de todas as espécies de animais registrados no planeta.
Nesta cadeia da vida animal, um grupo que merece destaque é o das aves — e não é por acaso. Das quase 2 mil espécies catalogadas em nosso país, por exemplo, centenas são consideradas migratórias, viajando todos os anos para encontrar novas fontes de alimento ou para o período de reprodução.
Estamos falando de maçaricos-de-costa-branca, batuíras-bicudas, trinta-reis-róseos, maçaricos-de-papo-vermelho e outras centenas de espécies que cruzam o Brasil anualmente.
Para várias dessas aves, nós somos o destino da jornada. Outras tantas apenas passam por aqui e seguem viagem, às vezes para milhares de quilômetros de distância daqui.
Mas o mais importante é que elas nos ajudam a promover o equilíbrio entre os mais diversos ecossistemas, atuando para conectar biomas, polinizar plantas, ampliar a diversidade genética a partir da dispersão de sementes, controlar populações de insetos e roedores que podem gerar pragas agrícolas.
Ao protegê-las, portanto, estamos agindo também para preservar a diversidade da natureza.
O que temos de fazer para conservar as aves migratórias?
As aves migratórias mais conhecidas do planeta normalmente viajam rotas bem específicas, com duas delas, inclusive, passando pelo Brasil. E por mais que ainda estamos longe de conhecer todos os caminhos percorridos por essas espécies, o fato é que elas sempre precisam ter onde pousar para comer, descansar e se reproduzir, certo?
À medida que as cidades e a degradação ambiental avançam, no entanto, esses espaços estão sendo drasticamente reduzidos. O que leva a uma mudança de hábitos e, claro, coloca em risco estas aves — e o processo que elas desempenham no nosso meio ambiente.
Para fugir desses riscos, portanto, é importante que a gente se conscientize sobre dois pontos:
- Entender cada vez mais os hábitos dessas aves migratórias e as exigências dos mais diversos grupos;
- Conservar e proteger os biomas que servem de estadia para esse período de migração;
E o que a Petrobras tem feito para ajudar na preservação das aves migratórias?
Desde 2013, contamos com o Programa Petrobras Socioambiental, um enorme compromisso que já investiu mais de R$ 1 bilhão em iniciativas socioambientais, incluindo educação ecológica, projetos de desenvolvimento sustentável, conservação e recuperação de biomas e a preservação da vida animal.
Ações como o Censo Espaço-Temporal de Aves de Ecossistemas Costeiros e Migratórios (Censo Avifauna), iniciado em 2022, que tem ajudado no avistamento, identificação e marcação de aves que cruzam a região da margem equatorial, no Amapá. Ao todo, mais de 200 espécies foram observadas e pelo menos 50 aves marcadas com transmissores via satélite para ajudar no estudo deste tema.
Além disso, claro, ainda tem o Projeto Aves Migratórias, uma ação não-governamental dedicada à proteção das aves de toda a costa da margem equatorial, passando pelo Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte — que faz parte das rotas de migração de algumas das aves costeiras mais ameaçadas de extinção no Brasil.
Para promover a conservação destes animais, o projeto Aves Migratórias realiza ações de monitoramento das populações destas aves limícolas, mapeamento de suas rotas de migração e gestão das áreas protegidas, sempre valorizando a cultura e o uso responsável dos recursos naturais locais.
E isso não apenas é importante por incentivar apenas a observação de aves e a preservação de técnicas tradicionais de pescaria (menos agressivas para o ambiente) como oportunidade de geração de renda. É também fundamental para que essas aves nos ajudem a conservar os ecossistemas, garantindo a biodiversidade e os fluxos mais indicados para cada região.
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