Qual o papel dos combustíveis marítimos de baixo carbono na transição energética justa?
Bunker renovável já é realidade no Brasil. Conheça os combustíveis marítimos que produzimos e os impactos de reduzir emissões nos mares.
Adoção de combustíveis marítimos com conteúdo renovável como parte da transição energética justa para um futuro mais sustentável.
O transporte marítimo move 80% do comércio mundial, e agora começa a mover também a transição energética. Os biocombustíveis e combustíveis de baixo carbono têm ganhado cada vez mais relevância no cenário atual, uma vez que se apresentam como uma alternativa viável para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Para o setor de transporte aquaviário, as opções de combustíveis produzidos a partir de fontes renováveis é uma mudança prioritária para a mitigação de impactos negativos ao meio ambiente.
Os combustíveis marítimos são estratégicos para alcançarmos índices cada vez mais baixos de emissões. Acompanhe o texto e veja o que estamos fazendo para reduzir a pegada de carbono do diesel marítimo.
Qual a importância dos combustíveis marítimos de baixo carbono?
O setor de transporte marítimo, segundo a Fundação Getúlio Vargas, é o responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de GEE. O que corresponde a emissão de 840 milhões de toneladas de CO₂ de navegação internacional e domésticas em todo o mundo.
Reduzir esse volume de emissões exige uma mudança estrutural nos combustíveis marítimos. É aí que entra a descarbonização do transporte aquaviário: o processo de substituição progressiva do bunker convencional — derivado do petróleo — por alternativas com menor intensidade de carbono, como o Bunker Petrobras B24.
O uso dos combustíveis marítimos com conteúdo renovável representa não só uma opção mais sustentável, que visa reduzir significativamente os gases do efeito estufa, como também um modo eficaz de alinhar as demandas ambientais à produção do setor marítimo.
Combustíveis marítimos de baixo carbono no Brasil e no mundo
Na Europa, o Parlamento e a Comissão Europeia já acordaram um novo regulamento no qual prevê que, a partir de 2025, o uso de carbono nos combustíveis marítimos caia 2%, reduzindo gradativamente até chegar a 80% em 2050.
Com isso, a União Europeia pretende criar demanda para os combustíveis sustentáveis, reafirmando em seu plano de regime especial a “adoção de renováveis de origem não biológica com elevado potencial de descarbonização”.
Somos referência na produção e no fornecimento internacional de óleo combustível marítimo. Investimos em inovação e tecnologia, a fim de oferecer combustíveis marítimos de baixo carbono, de acordo com as regras e especificações da Agência Reguladora (ANP), que atendam às exigências ambientais e contribua para uma matriz energética mais limpa e sustentável.
Quais são os principais combustíveis marítimos?
Conheça a seguir os principais combustíveis marítimos que produzimos:
Bunker Petrobras B24
O Bunker Petrobras B24 é um combustível marítimo composto por 24% de biodiesel de segunda geração. Isso significa que esta parcela é produzida a partir do resíduos agroindustriais renováveis, graças ao uso de tecnologias avançadas de refino, convertendo-as em um combustível de alta qualidade e baixo teor de carbono.
Óleo diesel marítimo
O óleo diesel marítimo, também conhecido como MGO ou DMA, é indicado para embarcações de pequeno e médio portes, utilizado nos sistemas auxiliares de geração de energia, bem como na emergência de navios. Com o melhor custo-benefício, esse combustível marítimo garante desempenho adequado e uma navegação segura.
Diesel Verana
O Diesel Verana é um combustível desenvolvido para embarcações de lazer. Ele oferece uma redução significativa de emissões de GEE e pode ser utilizado em motores convencionais, reduzindo o impacto ambiental sem exigir grandes mudanças tecnológicas.
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Como é a produção de Bunker Petrobras B24 no Brasil?
Recebemos a autorização da Agência Nacional do Petróleo para comercializar o combustível marítimo com conteúdo renovável. Desde então, o VLS (Very Low Sulfur) B24 vem sendo produzido e está disponível sob demanda.
Em comparação ao bunker 100% mineral, o VLS B24 tem o potencial de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em, aproximadamente, 20%, dependendo da matéria-prima utilizada na produção do biodiesel e considerando o ciclo de vida completo do produto.
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Do Brasil para o mundo: nosso bunker em águas internacionais
Em 2025, demos um passo importante na internacionalização de nosso combustível marítimo renovável. O Terminal de Rio Grande (Terig) da Transpetro, no Rio Grande do Sul, obteve a certificação europeia ISCC EU RED, que atesta a sustentabilidade e a rastreabilidade de biocombustíveis no mercado internacional. Essa certificação nos habilita a comercializar o VLS B24, nosso bunker com 24% de conteúdo renovável, para clientes globais.
Ainda em 2025, o bunker VLSFO B24 (Very Low Sulfur Fuel Oil) chegou ao mercado asiático, em Singapura. E em janeiro de 2026, firmamos um acordo de fornecimento com a Odfjell, empresa norueguesa especializada no transporte marítimo de produtos químicos e líquidos a granel e um dos maiores armadores globais do setor.
A expansão para mercados como Europa e Ásia reforça nosso posicionamento e compromisso em fornecer soluções de baixo carbono competitivas em escala internacional.
💡 Afinal, o que é essa descarbonização da economia que tanto falamos? Veja esse conteúdo e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!
Quais as vantagens do Bunker Petrobras B24?
O Bunker Petrobras B24 possui uma série de diferenciais e vantagens que o tornam uma escolha sustentável para o setor marítimo. Veja abaixo algumas delas:
Reduz a emissão de CO₂
Por ter na sua produção, parcelas obtidas a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais ou resíduos agroindustriais, o Bunker Petrobras B24 possui um balanço de carbono mais favorável, reduzindo significativamente as emissões de CO₂ em comparação aos combustíveis fósseis.
Contribui para a sustentabilidade e economia circular
Da mesma forma, o uso de resíduos agroindustriais e óleos vegetais como matéria-prima contribui para a sustentabilidade e economia circular do país, já que os subprodutos são aproveitados e não descartados – como ocorre em outros processos de produção não renováveis.
É compatível com motores convencionais
O Bunker Petrobras B24 também é um combustível flexível, que pode ser facilmente utilizado em motores marítimos convencionais com pouca ou nenhuma adaptação, tornando a sua implementação mais prática e econômica.
É uma alternativa viável para atingir metas climáticas
Com os bons desempenhos do Bunker Petrobras B24, o combustível tem sido avaliado como uma maneira prática de o setor marítimo avançar no cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris e pelas regulamentações da Organização Marítima Internacional (IMO), que visam reduzir as emissões do setor de transporte marítimo pela metade até 2050.
Uma transição energética justa, na terra e nos mares
O uso de combustíveis marítimos de baixo carbono é um passo importante na transição energética global. Nesse sentido, iniciativas e investimentos em combustíveis como o Bunker B24 apontam para a adaptação das demandas ambientais globais.
As pesquisas no desenvolvimento de biocombustíveis também são parte de nosso compromisso com uma transição energética justa, que gera benefícios significativos para o Brasil e para o mundo.
A transição energética justa é feita para pessoas. Nesse conteúdo, entenda as diferenças entre transição energética e transição energética justa e quais são as vantagens dos combustíveis de fontes renováveis.
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