Como a baleia jubarte se salvou da quase extinção

Atualizado em 14/05/2026

Postado em 17/11/2025

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Como ajudar uma espécie em grave risco de extinção, com apenas 500 representantes no nosso país, em um grupo grande e visível o bastante para se tornar atração turística? Foi esse o desafio que o Projeto Baleia Jubarte encontrou pela frente quando foi fundado em 1988. Mas com muito trabalho, pesquisa e o apoio da Petrobras, o projeto conseguiu resultados impressionantes.

Antes de chegar nesse presente animador, ainda cheio de desafios, vamos entender melhor a quão complicada já foi a situação dessa espécie no país e no mundo?

A complicada situação das baleias nos anos 1900

Provando que é possível ser gigante e ainda assim sofrer muito, a situação das baleias-jubarte no século XX era terrível. Intensamente caçadas, elas tiveram sua população drasticamente reduzida a menos de 5% de seus números originais, com mais de 200 mil baleias mortas no hemisfério sul, apenas entre os anos de 1903 e 1973.

Vários países viam o extermínio do animal como uma fonte de renda e mesmo os cuidados com ele eram complexos, já que por se tratar de uma criatura de grande porte, que pode chegar a 16 metros de comprimento e pesar 35 toneladas, era impossível fazer seu manejo, ou seja, conduzir ou recolher o animal.

Foi nesse cenário que surgiu o Projeto Baleia Jubarte, no final dos anos 80, buscando salvar da extinção uma população que era estimada em cerca de 500 representantes, no final da década de 1960. Um baita desafio, como você pode imaginar. Por onde começar então?

Pesquisa e conservação para proteger as baleias-bebês

Uma das primeiras descobertas que o projeto realizou em seus primeiros anos de pesquisa foi de que o Banco dos Abrolhos, um importante conjunto de ecossistemas marinhos encontrado entre a Bahia e o Espírito Santo, era a principal área de concentração das jubartes no Brasil. O motivo era muito especial: era ali que elas se reuniam para acasalar e dar à luz aos seus filhotes. E por ser uma espécie de gestação longa (quase doze meses) e que tem apenas um filhote por vez, era essencial proteger esse espaço, durante o período da presença delas, entre junho e novembro.

E foi isso que o projeto fez, contando com o apoio da Petrobras, que em seu primeiro ano de patrocínio suspendeu, de maneira voluntária a realização de prospecções sísmicas na região, num período em que ainda não havia legislação regulamentando ações desse tipo. Essa foi apenas a primeira de diversas ações visando proteger essa região tão importante para as baleias-jubarte.

Mais ações e mais crescimento populacional


Com o tempo, outras ações vieram. Foram feitos estudos sobre a ecologia e distribuição das baleias, assim como o monitoramento de seu tamanho e distribuição, permitindo avaliar se as medidas de proteção surtiam efeito e também quais áreas eram prioritárias para sua conservação. Através da educação ambiental e da divulgação nas mídias, as baleias jubartes se tornaram conhecidas pelos brasileiros e as pessoas se engajaram em sua proteção, além do fomento ao turismo de observação ter contribuído para a sensibilização ambiental e também se mostrar como alternativa econômica para a caça.

Além disso, informações geradas pela pesquisa ajudaram a subsidiar as políticas de conservação de baleias e golfinhos do Governo brasileiro tanto internamente como nos fóruns internacionais, além do projeto ter ajudado a formar novas gerações de pesquisadores, que vieram a somar esforços para a conservação marinha.

Novos objetivos

Com o aumento da população de baleias-jubarte, que em 2014 saiu da lista de espécies em extinção no Brasil e hoje já atinge mais de 34 mil representantes no litoral brasileiro, surgem novos desafios, que envolvem o convívio harmonioso dessa população com outras atividades econômicas e de lazer realizadas no mar, que vão desde evitar colisões com embarcações ou equipamentos de pesca até garantir o crescimento ordenado das atividades de turismo de observação, além de compreender como as mudanças climáticas podem afetar essa população.


Em todos esses desafios, o Projeto Baleia Jubarte vem contando, há quase 30 anos, com o apoio da Petrobras. E com a renovação do contrato, como parte do nosso compromisso com a conservação ambiental e o meio ambiente, queremos continuar ao lado do Projeto Baleia Jubarte nessa jornada de pesquisa, preservação e cuidado com as baleias.

Descubra como ciência, tradição e inovação se unem para garantir um futuro sustentável para as jubartes no Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

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